O EVANGELHO É A RESPOSTA

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Vivemos em um mundo marcado pelos conflitos. Este planeta está impregnado de lutas, terrorismo, morte, violência, crise ambiental e econômica.  Os sociólogos, economistas e intelectuais debatem a procura de uma saída. Vivemos, com certeza, a era do desespero. Uma sociedade desiludida com os seus próprios ídolos forjados no pensamento humanista e materialista de nossa época.

A religião, com seu discurso moralista e elitista não tem conseguido apontar o caminho.  O homem atual vive a beira do cinismo com as instituições, sejam religiosas ou políticas. A crise de liderança é notória em todas as áreas e percebe-se a desilusão da juventude com os ideais que foram pregados em outras gerações.  O modelo utópico de um paraíso possível através do discurso da igualdade social ruiu frente a hipocrisia dos líderes  de uma filosofia totalmente impraticável. Por outro lado, os arautos do capitalismo selvagem fazem suas vítimas deixadas debaixo dos viadutos e guetos de uma geração que se tornou insensível a dor do próximo.  A maldade do bicho-homem é revelada nas injustiças praticadas a luz do dia expostas pela corrida insana para o ter mais, em detrimento da solidariedade, feita apenas por aqueles que desejam aliviar a consciência e não realmente compartilhar o pão.

Isto não é novo debaixo do sol. Houve um tempo, em que o mundo estava assim ou talvez até pior.  O império Romano dominava politicamente. Havia desesperança no coração das pessoas por causa da falsidade dos lideres religiosos. A miséria campeava por todos os lados.  Uma sociedade oprimida em todas as áreas, tanto politicamente quanto espiritualmente era solapada pelas injustiças e a fome, miséria e sofrimento estava por toda parte.

Foi num cenário como este que o Evangelista Mateus nos narra que o “ sol raiou na galileia”.  Galil, círculo dos gentios, terras das sombras, região onde o sol se punha mais cedo, e onde se concentrava os endemoniados e rejeitados pela sociedade.  A Esperança veio de uma simples vila, a vila de Nazaré.  Um carpinteiro humilde, filho de José e Maria, começa a pregar o Reino dos Céus. As multidões são atraídas pelos milagres.  Ele chama doze homens, alguns simples pescadores da Galiléia, e a partir daí, este homem para o qual alguns nada davam, revoluciona a história.  O filho de Deus, Deus entre  os homens, aquele que veio revelar a face escondida de Deus , o desejado das nações, o profeta maior que Moisés, o profetizado por Isaias havia se revelado a humanidade.

Tim Keller, em seu livro “ Igreja Centrada”  fala sobre o Evangelho como opção de resposta. Apresenta o Evangelho em três eventos: encarnação, expiação e ressureição.  Na encarnação, de cima para baixo. Na expiação, de dentro para fora e na ressureição de frente para trás.  Sim, o Evangelho é a resposta.  Mas é preciso que consideremos “todo” o Evangelho. Geralmente, reduzimos a pregação apenas a expiação.  A morte substitutiva de Jesus na Cruz. A grande mensagem. Mas nos esquecemos da encarnação e ressureição.  Quando apresentamos  todo o Evangelho para o homem todo, encontramos a resposta para os conflitos que afligem a humanidade sem Deus.

A Igreja deve “encarnar” o Evangelho, ou seja, torna-lo  visível aos olhos da sociedade através de atos de amor e de misericórdia. Ao fazer ação social estamos encarnando a mensagem de amor, mostrando ao mundo a ação de Deus em prol dos menos favorecidos. Não realizamos obras para sermos salvos, mas porque somos salvos.   O Evangelho precisa ser “visto” através do corpo de Cristo que é a Igreja.  Ao mesmo tempo que devemos nos identificar com a cultura devemos confrontar a cultura com a verdade do Evangelho.

Proclamar a expiação é nossa missão principal.  Deus reconciliou o mundo através de Cristo. A transformação do coração é a mais nobre ação da Igreja no mundo.  Os transformados precisam de serem agentes da transformação !

Ah ! mas temos a ressureição.  O Cristo que se encarnou, morreu e ressucistou. Proclamos o Rei e Senhor dos Senhores !   A igreja não deve abrir mão da mensagem do Reino. Na tensão do Reino é presente hoje, mas ainda virá em sua plenitude, somos agentes de transformação para salgar o mundo com as verdades do Rei Jesus.  Os súditos do Reino devem viver a vida abundante que funciona como uma “amostra grátis” do que há de vir.  Sem o triunfalismo daqueles que, sofrendo da síndrome de protestante perseguidos no  nordeste agora desejam ufanar-se de um Reino que não é do Senhor, mas deles próprios! Alguns se esquecem de que o Rei é servo !

Pesa sobre nós a responsabilidade de proclamar e viver este Evangelho que “implodiu” o Império Romano dependendo somente do poder do Espírito Santo e prepararmos o terreno para a vinda literal do Rei. Da primeira vez, Ele veio como Salvador e por fim virá como Senhor !  Esta é nossa real esperança !   Celebremos o Evangelho a única resposta !

 

 

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