CONFISSÕES  DA ALMA DE UM PREGADOR

  O TEMPERO DA VIDA
08/07/2017

       

 

O púlpito é minha trincheira. A Bíblia é minha arma. Luterei pelas verdades de Deus. Não dobrarei minha consciência a nada a não ser as escrituras. Pregarei com graça, unção, paixão e intensidade. Darei o meu melhor sempre.  Não  pregarei  visando o sucesso, porque não fui chamado para tal, mas para ser fiel. Se a fama ou o aplauso dos homens Vier ,depositarei aos pés da cruz. Nunca trocarei o púlpito pelo trono, porque ecoa em minha alma o conselho de Spurgeon ao seu filho: ‘Se Deus te chamar para o ministério, nunca se rebaixe ao ponto de ser Rei de qualquer nação”

Sei que pertenço a uma galeria de homens nobres. Faço parte da tradição de  Crisóstomo, Calvino, Savonarola, John Knox, John Wesley, Whithifield, Supurgeon, Martir Loyld Jones e tantos outros não tão famosos assim. Me inspiro na história desses gigantes do púlpito. Abalaram Reinos, Colocaram Reis de Joelhos, impactaram gerações e ganharam multidões para Cristo somente com o ministério da Palavra. Creio no poder da Pregação. Acredito que uma só mensagem, pregada com unção e inspiração pode deflagar um reavivamento nacional. Nunca me envergonharei do Evangelho mesmo em meio a uma sociedade secularizada e uma igreja adormecida.

Prego desde meus 15 anos. Em minha adolescência, vibrei com as cruzadas de Bernard Johnson, fiz parte da equipe de Gesiel Gomes, convivi com sua paixão pelo púlpito.  Apreciei o ministério de tantos outros servos de Deus, que fizeram história nesta nação, fui influenciado por eles, mas desenvolvi meu próprio estilo. Aprendi que a pregação é a “verdade através da personalidade”.

Beberei da fonte dos gigantes da teologia, lerei os comentários, mas pregarei minhas próprias reflexões. Não me intimidarei frente aos ventos da pós-modernidade. Modernizarei os métodos, usarei a tecnologia, mas não comprometerei o conteúdo da mensagem. Baterei o martelo na penha até que ela seja esmiuçada. Não vergarei minha consciência frente a superficialidade de nossos dias.

Não me gloriarei em nada a não ser na Cruz. Jamais deixarei que minha alma seja influenciada pelos elogios. Lembro-me de Moody grande Evangelista, que ao ser cumprimentado por uma madame na porta da Igreja, que elogiou o seu sermão respondeu: “A Senhora é segunda pessoa que me diz isso hoje” diante da indagação da dama quem era a primeira, respondeu: o diabo !  Decidi não pregar para pregadores, mas para o povo. Não me impressionarei com o aplauso das multidões, pois me basta o reconhecimento de minha esposa e meu filho, Se Eles, que conhecem o meu caráter, não serem meus mais leias ouvintes, fracassei como pregador, mesmo que tenha o nome escrito nos anais da história.

Pegarei o meu texto e traçarei uma linha reta até a Cruz porque tenho a consciência de que, se subir ao púlpito e falar de tudo, mas não falar da Cruz, não preguei o Evangelho. Usarei todo tipo de ilustrações, farei bom uso das ciências humanas, atentarei para as regras da homilética ( a arte de pregar) e da hermenêutica( arte de interpretar) mas por fim, mostrarei a Cruz, as feridas do Salvador e sua vitória na ressureição.

Jamais me sentirei digno de ser um pregador. Somente a graça do Salvador me permite ser. Afinal, não passo de um carteiro que entrega a carta de Deus aos homens, de um garçom que serve um prato espiritual e de um semeador que espalha a semente. Como bem disse Bilhy Graham: : “ Se Deus tirar as mãos de cima de mim, meus lábios se transformarão em barro”.

Por fim, quero ser reconhecido simplesmente como um homem que foi fiel a Deus, ao meu chamado e a minha família. Tenho a plena convicção de que os verdadeiros frutos somente serão conhecidos na  eternidade !  Então, naquele dia, veremos face a face o tema de nossas mensagens: JESUS, O SENHOR, DOS SENHORES E REIS DOS REIS !

  • Este texto é uma homenagens aos pregadores brasileiros, muitos anônimos perante os homens, mas bem conhecidos no céu !

1 Comentário

  1. Ana disse:

    Amei!